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Implante ou ponte fixa: qual a melhor forma de repor um dente?

Resposta curta: os dois duram de forma parecida, com cerca de 89% de sobrevivência em 10 anos segundo uma revisão sistemática. A diferença é que a ponte exige desgastar os dentes vizinhos, enquanto o implante substitui só o dente perdido. Quando há osso e saúde para a cirurgia, o implante costuma ser a primeira opção.

Resposta curta

Os dois funcionam bem e duram muitos anos. A grande diferença é o que acontece com os dentes vizinhos. A ponte fixa usa os dentes ao lado como apoio, e eles precisam ser desgastados. O implante substitui só o dente perdido, sem tocar nos vizinhos. Por isso, quando há osso e saúde para isso, o implante costuma ser a primeira opção para repor um dente. Mas há casos em que a ponte faz mais sentido.

Como funciona cada um

O que os estudos mostram sobre a duração

Uma revisão sistemática publicada em 2007 na revista Clinical Oral Implants Research comparou diretamente os tipos de prótese fixa. A sobrevivência estimada foi:

Ou seja, em 10 anos os resultados são muito parecidos. Uma revisão mais recente, de 2012, com 46 estudos, encontrou 97,2% dos implantes de dente unitário funcionando após 5 anos e 95,2% após 10 anos.

Onde está a diferença: as complicações

Duração parecida não quer dizer o mesmo tipo de problema ao longo do tempo:

Quando o implante costuma ser a melhor escolha

Quando a ponte pode fazer mais sentido

E deixar o espaço vazio?

Quando um dente é perdido e não é reposto, os dentes vizinhos tendem a se inclinar para o espaço e o dente de cima ou de baixo pode "descer". Com o tempo isso altera a mordida e dificulta a higiene. Além disso, o osso da região diminui, o que pode complicar um implante no futuro. Por isso vale conversar sobre a reposição logo depois da extração.

Implante e ponte em São José do Rio Preto

Na Henk Odontologia, o Dr. Eliton Henk, especialista em implantodontia, avalia com exame clínico e tomografia o osso, os dentes vizinhos e a sua saúde geral antes de indicar o caminho. Você recebe as opções explicadas com prós e contras, e decide com calma. Saiba mais sobre implante dentário, quanto tempo dura um implante e coroa de porcelana.

Perguntas frequentes

O que dura mais, implante ou ponte?

Os estudos mostram durabilidade parecida: cerca de 89% de sobrevivência em 10 anos para os dois. A diferença está no tipo de complicação: a ponte depende da saúde dos dentes de apoio, e o implante, dos cuidados com a gengiva e das peças.

A ponte estraga os dentes vizinhos?

Ela exige desgastar os dentes ao lado para receber as coroas. Se esses dentes forem saudáveis, é uma perda de estrutura que não volta. Se já tiverem restaurações grandes, o impacto é menor.

Implante dói mais que ponte?

Os dois são feitos com anestesia. O implante envolve uma pequena cirurgia, e o pós-operatório costuma ser de desconforto leve a moderado, controlado com remédios. Veja implante dentário dói?

Quanto tempo leva cada tratamento?

A ponte costuma ficar pronta em poucas semanas. O implante precisa de alguns meses para o osso se unir ao pino antes da coroa definitiva, embora em alguns casos seja possível usar um dente provisório antes.

Posso fazer implante muito tempo depois de perder o dente?

Muitas vezes sim, mas o osso diminui com o tempo e pode ser necessário um enxerto. Quanto antes a reposição for planejada, mais simples tende a ser.

Em resumo

  • Implante e ponte fixa têm durabilidade parecida: cerca de 89% em 10 anos.
  • A ponte depende dos dentes vizinhos, que precisam ser desgastados; o implante não toca neles.
  • Na ponte, os problemas mais comuns são cárie e canal nos dentes de apoio; no implante, parafuso solto e porcelana lascada.
  • Deixar o espaço vazio faz os dentes se moverem e o osso diminuir.

Referências

  1. Pjetursson BE, Brägger U, Lang NP, Zwahlen M. Comparison of survival and complication rates of tooth-supported fixed dental prostheses (FDPs) and implant-supported FDPs and single crowns (SCs). Clin Oral Implants Res. 2007;18 Suppl 3:97-113. PubMed
  2. Jung RE, Zembic A, Pjetursson BE, Zwahlen M, Thoma DS. Systematic review of the survival rate and the incidence of biological, technical, and aesthetic complications of single crowns on implants reported in longitudinal studies with a mean follow-up of 5 years. Clin Oral Implants Res. 2012;23 Suppl 6:2-21. PubMed
Dr. Eliton Henk, cirurgião-dentista

Dr. Eliton Henk

Cirurgião-dentista · Especialista em Implantodontia · CRO-SP 120.351

Cirurgião-dentista formado em 2016, especialista em implantodontia, com atuação em clínica geral e reabilitação oral. Autor de artigos científicos publicados e responsável técnico pela Henk Odontologia, em São José do Rio Preto.

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, não substitui a consulta com um cirurgião-dentista e não constitui promessa de resultado. Cada caso exige avaliação clínica individual.

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Perguntas frequentes

E se o dente não pegar anestesia?

Dentes com polpa muito inflamada podem precisar de técnicas complementares de anestesia, que fazem parte da rotina. O tratamento só começa quando o dente está completamente anestesiado.

Quantas sessões são necessárias?

A maioria dos casos é resolvida em 1 ou 2 sessões. Molares e retratamentos podem precisar de uma a mais.

Preciso de coroa depois do canal?

Em dentes posteriores, quase sempre sim, para evitar fratura. Dentes anteriores com pouca perda de estrutura podem ficar bem apenas com restauração. Isso é definido no plano de tratamento.

Canal pode falhar?

Pode, como qualquer tratamento. As taxas de sucesso são altas, e quando há falha existem opções: retratamento, cirurgia apical ou, em último caso, extração e implante.

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