Implante ou ponte fixa: qual a melhor forma de repor um dente?
Resposta curta: os dois duram de forma parecida, com cerca de 89% de sobrevivência em 10 anos segundo uma revisão sistemática. A diferença é que a ponte exige desgastar os dentes vizinhos, enquanto o implante substitui só o dente perdido. Quando há osso e saúde para a cirurgia, o implante costuma ser a primeira opção.
Resposta curta
Os dois funcionam bem e duram muitos anos. A grande diferença é o que acontece com os dentes vizinhos. A ponte fixa usa os dentes ao lado como apoio, e eles precisam ser desgastados. O implante substitui só o dente perdido, sem tocar nos vizinhos. Por isso, quando há osso e saúde para isso, o implante costuma ser a primeira opção para repor um dente. Mas há casos em que a ponte faz mais sentido.
Como funciona cada um
- Implante: um pino de titânio é colocado no osso, no lugar da raiz perdida. Depois que o osso se une a ele, recebe uma coroa por cima. É como um dente novo, independente dos outros.
- Ponte fixa: os dentes dos dois lados do espaço são desgastados e recebem coroas, que ficam unidas a um dente artificial no meio. O conjunto é cimentado e não sai da boca.
O que os estudos mostram sobre a duração
Uma revisão sistemática publicada em 2007 na revista Clinical Oral Implants Research comparou diretamente os tipos de prótese fixa. A sobrevivência estimada foi:
- Ponte fixa sobre dentes: 93,8% em 5 anos e 89,2% em 10 anos.
- Coroa unitária sobre implante: 94,5% em 5 anos e 89,4% em 10 anos.
Ou seja, em 10 anos os resultados são muito parecidos. Uma revisão mais recente, de 2012, com 46 estudos, encontrou 97,2% dos implantes de dente unitário funcionando após 5 anos e 95,2% após 10 anos.
Onde está a diferença: as complicações
Duração parecida não quer dizer o mesmo tipo de problema ao longo do tempo:
- Na ponte, os problemas mais comuns são biológicos nos dentes de apoio: cárie embaixo das coroas e perda da vitalidade, que pode exigir tratamento de canal. Se um dente de apoio é perdido, a ponte inteira vai junto.
- No implante, os problemas mais comuns são técnicos: parafuso que afrouxa ou porcelana que lasca. Costumam ser resolvidos com consertos, sem perder o implante. Também é preciso cuidar da gengiva ao redor, para evitar a inflamação chamada peri-implantite.
Quando o implante costuma ser a melhor escolha
- Os dentes vizinhos estão saudáveis e sem restaurações grandes: desgastá-los para uma ponte seria sacrificar dente bom.
- Há osso suficiente ou é possível fazer enxerto.
- A saúde geral permite uma pequena cirurgia. Fumo e diabetes não controlado aumentam o risco. Veja fumante ou diabético pode fazer implante?
Quando a ponte pode fazer mais sentido
- Os dentes vizinhos já precisam de coroa por causa de restaurações grandes ou canal. Aí o desgaste não é uma perda tão grande.
- Não há osso e o enxerto não é viável ou não é desejado.
- Existe alguma condição de saúde que contraindica a cirurgia.
- O paciente precisa de uma solução com menos etapas e menos tempo de espera.
E deixar o espaço vazio?
Quando um dente é perdido e não é reposto, os dentes vizinhos tendem a se inclinar para o espaço e o dente de cima ou de baixo pode "descer". Com o tempo isso altera a mordida e dificulta a higiene. Além disso, o osso da região diminui, o que pode complicar um implante no futuro. Por isso vale conversar sobre a reposição logo depois da extração.
Implante e ponte em São José do Rio Preto
Na Henk Odontologia, o Dr. Eliton Henk, especialista em implantodontia, avalia com exame clínico e tomografia o osso, os dentes vizinhos e a sua saúde geral antes de indicar o caminho. Você recebe as opções explicadas com prós e contras, e decide com calma. Saiba mais sobre implante dentário, quanto tempo dura um implante e coroa de porcelana.
Perguntas frequentes
O que dura mais, implante ou ponte?
Os estudos mostram durabilidade parecida: cerca de 89% de sobrevivência em 10 anos para os dois. A diferença está no tipo de complicação: a ponte depende da saúde dos dentes de apoio, e o implante, dos cuidados com a gengiva e das peças.
A ponte estraga os dentes vizinhos?
Ela exige desgastar os dentes ao lado para receber as coroas. Se esses dentes forem saudáveis, é uma perda de estrutura que não volta. Se já tiverem restaurações grandes, o impacto é menor.
Implante dói mais que ponte?
Os dois são feitos com anestesia. O implante envolve uma pequena cirurgia, e o pós-operatório costuma ser de desconforto leve a moderado, controlado com remédios. Veja implante dentário dói?
Quanto tempo leva cada tratamento?
A ponte costuma ficar pronta em poucas semanas. O implante precisa de alguns meses para o osso se unir ao pino antes da coroa definitiva, embora em alguns casos seja possível usar um dente provisório antes.
Posso fazer implante muito tempo depois de perder o dente?
Muitas vezes sim, mas o osso diminui com o tempo e pode ser necessário um enxerto. Quanto antes a reposição for planejada, mais simples tende a ser.
Em resumo
- Implante e ponte fixa têm durabilidade parecida: cerca de 89% em 10 anos.
- A ponte depende dos dentes vizinhos, que precisam ser desgastados; o implante não toca neles.
- Na ponte, os problemas mais comuns são cárie e canal nos dentes de apoio; no implante, parafuso solto e porcelana lascada.
- Deixar o espaço vazio faz os dentes se moverem e o osso diminuir.
Referências
- Pjetursson BE, Brägger U, Lang NP, Zwahlen M. Comparison of survival and complication rates of tooth-supported fixed dental prostheses (FDPs) and implant-supported FDPs and single crowns (SCs). Clin Oral Implants Res. 2007;18 Suppl 3:97-113. PubMed
- Jung RE, Zembic A, Pjetursson BE, Zwahlen M, Thoma DS. Systematic review of the survival rate and the incidence of biological, technical, and aesthetic complications of single crowns on implants reported in longitudinal studies with a mean follow-up of 5 years. Clin Oral Implants Res. 2012;23 Suppl 6:2-21. PubMed
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, não substitui a consulta com um cirurgião-dentista e não constitui promessa de resultado. Cada caso exige avaliação clínica individual.
